Vetado por Republicanos e PSDB, Coronel deve ingressar no União para concorrer ao Senado ao lado de Neto
- Boletim Baiano
- há 1 dia
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Definido como aliado de ACM Neto (União Brasil) na disputa pelo Governo da Bahia, o senador Angelo Coronel (PSD) ainda precisa decidir por qual legenda irá buscar a reeleição ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito de Salvador.
A tendência mais forte é que ele se filie ao próprio União Brasil, já que Republicanos e PSDB, duas siglas de maior peso na base de apoio de Neto, teriam imposto resistência à sua entrada.
No PSDB, a preocupação gira em torno da possível filiação do deputado federal Diogo Coronel (PSD), filho do senador, o que poderia dificultar tanto a recondução do deputado federal Adolfo Viana quanto a tentativa de eleger à Câmara dos Deputados o filho do presidente da Câmara Municipal de Salvador, Carlos Muniz.
Já no Republicanos, o impasse estaria ligado ao projeto da legenda de indicar um nome próprio para compor a chapa majoritária. Entre as opções defendidas internamente estariam o presidente estadual da sigla, deputado federal Márcio Marinho, e o ex-deputado Marcelo Nilo. Lideranças do partido avaliam que a filiação do senador poderia comprometer essa estratégia.
Além disso, Marinho tem reiterado publicamente que não permitirá que o partido seja utilizado apenas como “barriga de aluguel”, em referência a movimentações políticas sem identidade programática com a legenda, especialmente considerando que a família Coronel não possui vínculo com a Igreja Universal, base histórica do partido.
A possibilidade de a sigla restringir novas filiações neste momento, em meio às negociações para definição da chapa de Neto, teria provocado debate intenso na executiva estadual ao longo da semana.
Durante as discussões sobre a eventual entrada de Coronel e de seus filhos, Diogo e Angelo Filho, deputado estadual, um dos integrantes do colegiado mencionou também o prefeito de Feira de Santana, José Ronaldo, nome que ACM Neto pretende indicar como candidato a vice.
Segundo relatos, o prefeito teria sido alvo de críticas na reunião, sob a alegação de que compromissos firmados com o Republicanos durante a campanha municipal não teriam sido cumpridos.









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