TSE é acionado para apurar possível abuso de poder e econômico em desfile pró-Lula no Rio
- Boletim Baiano
- há 4 horas
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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) foi formalmente acionado por uma representação que pede investigação de possíveis abuso de poder político e econômico em decorrência de um desfile ocorrido no Rio de Janeiro em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A ação alega que o evento pode ter servido como forma de promoção antecipada de campanha eleitoral, em desrespeito à legislação eleitoral vigente.

Segundo os autores da representação, o desfile contou com elementos que, na avaliação dos signatários, ultrapassaram a esfera de uma manifestação cultural ou comemorativa e passaram a ter caráter político explícito, o que poderia configurar conduta vedada antes do período oficial de campanha. A legislação eleitoral brasileira proíbe a realização de atos que favoreçam a promoção de imagem de um candidato ou governante com intuito de influenciar a disputa antes do calendário autorizado.
O documento apresentado ao TSE solicita que a Corte analise não apenas a presença de possíveis irregularidades no evento em si, mas também se houve utilização de recursos públicos, mobilização de estruturas governamentais ou qualquer tipo de benefício indevido que favoreça a promoção pessoal do presidente em ano pré-eleitoral.
Especialistas em direito eleitoral ouvidos por veículos de imprensa afirmam que casos como esse são cada vez mais comuns, à medida que se aproxima o período das eleições de 2026, e ressaltam que a legislação busca justamente evitar que gestores em exercício usem o poder de suas posições para obter vantagem política antecipada.
A representação também deve subsidiar eventuais decisões cautelares ou orientações do TSE sobre o comportamento de agentes públicos durante eventos que possam se assemelhar a atos de promoção política, mesmo quando apresentados sob o disfarce de celebração ou manifestação cultural.
Até o momento, não houve manifestação oficial do TSE sobre o recebimento ou deferimento da representação, nem sobre um eventual calendário para análise do caso. Caberá à Corte decidir se a apuração segue de forma sigilosa ou se haverá abertura de processo com participação das partes envolvidas.
O episódio reforça o debate sobre os limites entre a atuação institucional de governantes e a promoção de imagem pessoal em um período em que a disputa eleitoral ainda não começou oficialmente, destacando a importância de mecanismos de fiscalização e controle para preservar a igualdade de condições entre possíveis candidatos.





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