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Toffoli deixa relatoria do caso Master

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

O ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do processo que apura supostas irregularidades envolvendo o Banco Master. A decisão foi tomada por unanimidade pelos integrantes do Supremo Tribunal Federal após reuniões realizada nesta quinta-feira (12).


Para a construção de um consenso, os ministros rejeitaram a arguição de suspeição apresentada contra Toffoli e reconheceram a validade de todos os atos praticados por ele no processo. Em seguida, o próprio ministro comunicou que se afastaria da relatoria, diante do desgaste institucional que o caso vinha provocando.


A situação se intensificou após a Polícia Federal encaminhar à presidência da Corte um relatório apontando troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, e seu cunhado, Fabiano Zettel. Nas conversas, eles tratariam de pagamentos destinados à empresa Maridt, da qual Toffoli é sócio.


Zettel, casado com Natália Vorcaro, irmã do banqueiro, chegou a ser detido pela PF e atuaria como responsável pela gestão financeira ligada ao empresário. As mensagens mencionariam o nome do ministro e tratariam de transferências relacionadas à aquisição de um resort do qual a Maridt era sócia, incluindo referências a pagamentos efetuados em 2025, ano da conclusão do negócio.


Inicialmente, Toffoli afirmou aos colegas que não havia motivo para suspeição e manifestou interesse em permanecer à frente do caso. Contudo, diante da pressão interna, decidiu se afastar.


Em nota conjunta, os dez ministros do STF declararam que, reunidos em 12 de fevereiro de 2026, concluíram não haver fundamento para a arguição de suspeição, com base no artigo 107 do Código de Processo Penal e no artigo 280 do Regimento Interno do STF. O documento reconhece a plena validade dos atos praticados por Toffoli na relatoria da Reclamação nº 88.121 e processos correlatos, além de registrar apoio pessoal ao magistrado.


A nota informa ainda que, a pedido do próprio ministro e considerando os interesses institucionais da Corte, a Presidência do STF procederá à livre redistribuição do processo, adotando as medidas necessárias para a extinção da arguição de suspeição e a remessa dos autos ao novo relator.


Após a divulgação do relatório da PF, Toffoli confirmou que integra o quadro societário da empresa Maridt, que foi parte do grupo Tayayá Ribeirão Claro até 21 de fevereiro de 2025. Segundo ele, a empresa vendeu sua participação ao fundo Arleen, ligado ao grupo empresarial de Daniel Vorcaro.


O ministro afirmou que a venda das cotas foi formalizada em 27 de setembro de 2021 e que recebia dividendos da empresa. Declarou, contudo, que desconhecia quem era o gestor do fundo Arleen e que jamais manteve relação de amizade, especialmente íntima, com Daniel Vorcaro.


Toffoli também afirmou que nunca recebeu qualquer valor de Daniel Vorcaro ou de Fabiano Zettel.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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