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Marco Aurélio afirma que a história julgará Alexandre de Moraes por seus abusos: “Eu não queria estar na pele dele”

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • 23 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Ex-ministro do STF critica decisões monocráticas de Moraes, denuncia censura e alerta que o Supremo precisa voltar a atuar de forma colegiada.



O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, fez duras críticas à atuação do ministro Alexandre de Moraes, apontando que a Corte atravessa um período marcado por excessos e decisões que extrapolam os limites do Estado Democrático de Direito.


Segundo Marco Aurélio, a conduta de Moraes inevitavelmente será questionada no futuro:

“Eu não queria estar na pele do ministro Alexandre de Moraes. Ele não consegue sair em público sem um forte esquema de segurança. Quando isso acontece, algo está errado. Cabe a quem é alvo dessa rejeição refletir sobre os atos praticados e evoluir. No fim, quem sofre é a instituição, e a história cobrará por isso. Ele impôs restrições a diálogos, uma verdadeira mordaça, censura prévia, algo inadmissível no século em que vivemos”, afirmou

Em tom irônico, Marco Aurélio disse que compreender as motivações de Moraes exigiria uma análise de “divã”, referindo-se a uma possível avaliação psicanalítica para entender a postura considerada autoritária e prejudicial à imagem do STF.


Ele também criticou a forma como a investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi conduzida, defendendo que o caso jamais deveria ter sido atribuído ao STF. “Durante os processos envolvendo Lula, quando já era ex-presidente, tudo tramitou em primeira instância. Passei 31 anos na Corte e nunca julgamos um processo criminal em turma. Há algo de errado nisso”, destacou.


Marco Aurélio classificou como “humilhante” o uso de tornozeleira eletrônica imposto a Bolsonaro, afirmando que esse tipo de medida atenta contra a dignidade humana e trata o ex-mandatário como um criminoso de alta periculosidade.


O ex-ministro declarou que, se ainda fizesse parte do tribunal, teria acompanhado o voto divergente do ministro Luiz Fux e lamentou a “postura de conivência” da maioria dos magistrados, atribuída, segundo ele, a um “espírito de corpo” que evita críticas internas a Moraes.


Por fim, Marco Aurélio defendeu mudanças urgentes na condução do STF, com a retomada de um funcionamento verdadeiramente colegiado e o fim das decisões monocráticas com forte impacto institucional.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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