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Lula avalia escalar ministros para disputar governo na Bahia e no Ceará diante de avanços da oposição

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Com pesquisas de intenção de voto indicando risco de derrota em estados historicamente dominados pelo PT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda estratégias para fortalecer os palanques da legenda no Nordeste, especialmente na Bahia e no Ceará, dois dos maiores colégios eleitorais da região, que podem se tornar decisivos nas eleições de 2026, segundo reportagem da Revista Veja. 


A reportagem aponta que o Palácio do Planalto enxerga a possibilidade de escalonar ministros do governo federal como candidatos nas disputas estaduais caso os atuais nomes ligados ao PT enfrentem dificuldade nas pesquisas internas. 


Bahia e Ceará sob alerta


O Nordeste é um dos principais redutos eleitorais do PT desde 2006, contribuindo de forma consistente com votos para o presidente e para candidatos do partido. No entanto, levantamentos indicam que em estados como Ceará e Bahia a oposição tem apresentado desempenho mais competitivo do que o esperado. 


No Ceará, por exemplo, pesquisas recentes mostram o ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) liderando a corrida ao governo, inclusive com vantagem tanto no primeiro quanto em um eventual segundo turno. A situação tem preocupado a direção do PT, que desenvolve planos de contingência política para não perder o controle do estado. 


Na Bahia, outro reduto tradicional do petismo, o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) aparece com vantagem nas intenções de voto sobre o governador Jerônimo Rodrigues (PT), o que também acende o sinal de alerta dentro do PT. 


Possível uso de ministros como candidatos


Diante desse cenário, um dos planos que circulam no núcleo palaciano envolve a eventual entrada de ministros nos palanques estaduais, substituindo ou reforçando candidatos que enfrentam dificuldades. A ideia seria contar com nomes com maior projeção política e estrutura organizacional para barrar o avanço da oposição. 


Um dos nomes que têm sido mencionados nesse contexto é o do ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT) — ex-governador da Bahia — que, apesar de inicialmente ligado a uma candidatura ao Senado, poderia ser deslocado para disputar o governo estadual caso a situação de Jerônimo se deteriore. 


Estratégia eleitoral em transformação


A movimentação faz parte de um conjunto mais amplo de planos elaborados pelo PT e pelo Palácio do Planalto para preservar a hegemonia do partido no Nordeste, uma região que historicamente entrega votos expressivos ao PT e ao presidente Lula. A tendência de reavaliação de candidaturas e o redesenho de alianças têm como objetivo garantir competitividade num cenário que se tornou mais desafiador para o partido. 


À medida que faltam meses para as eleições de outubro, essa estratégia pode evoluir ainda mais, com decisões sendo tomadas em função de sondagens, alianças regionais e desempenho nas pesquisas.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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