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Doutora Raissa Soares (PL/BA) questiona uso de mão de obra chinesa em obra da BYD na Bahia

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 12 horas
  • 2 min de leitura

A médica e ex-secretária de Saúde Raissa Soares publicou, nesta terça-feira (17), em suas redes sociais, questionamentos sobre a implantação da fábrica da BYD, em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.



O projeto, anunciado após a saída da Ford como parte de uma nova etapa industrial para a Bahia, envolve investimentos bilionários e a previsão de geração de milhares de empregos.


A manifestação ocorre em meio a dados divulgados pelo Ministério do Trabalho, que apontam que 163 trabalhadores chineses foram resgatados em condições análogas à escravidão em obras ligadas à construção da unidade. O órgão também informou que 471 trabalhadores foram trazidos de forma irregular, além da lavratura de mais de 60 autos de infração relacionados à operação.


Em publicação nas redes, Raissa Soares questionou a condução do projeto e seus efeitos sobre o mercado de trabalho local. “Prometeram emprego e desenvolvimento. O povo baiano precisa saber quem está sendo beneficiado de verdade e se essas oportunidades estão chegando para quem vive aqui”, afirmou a pré-candidata a deputada federal pelo PL.


Outro ponto mencionado por ela diz respeito à discussão sobre uma área residencial vinculada ao empreendimento. O tema passou a circular em debates públicos e redes sociais, sendo associado, por parte da população, à ideia de uma “cidade chinesa” na Bahia, expressão que não possui caráter oficial, mas reflete dúvidas sobre a dinâmica de ocupação e a composição da força de trabalho.


Além das questões locais, a BYD também mantém relação contratual com o poder público brasileiro. Em 2024, a montadora firmou contrato administrativo com órgão federal para fornecimento de veículos híbridos plug-in, com valor superior a R$ 1,4 milhão, dentro de um modelo que prevê garantias, exigências de regularidade fiscal e vedação à subcontratação.


Para Raissa Soares, o contraste entre a formalização de contratos e as denúncias envolvendo a obra na Bahia exige maior transparência. “Ninguém é contra investimento. Mas desenvolvimento precisa vir acompanhado de responsabilidade, respeito ao trabalhador e clareza sobre quem está sendo priorizado”, declarou.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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