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Decisões de Moraes travam articulações do PL para 2026

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • 22 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Com Bolsonaro silenciado, direita enfrenta obstáculos na construção de estratégias para as eleições do próximo ano

As medidas cautelares determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), vêm impondo barreiras significativas à atuação política do Partido Liberal (PL) na corrida por protagonismo nas eleições de 2026. As restrições aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro — líder incontestável da direita brasileira — atingem em cheio a capacidade de articulação da legenda, que vinha se estruturando com base no seu capital político e carisma.


Impedido de participar de eventos públicos e de manter um diálogo amplo com lideranças nacionais, Bolsonaro teve seu papel estratégico enfraquecido. Ele era a principal figura nas negociações para a formação de chapas competitivas em diversos estados. Uma das agendas comprometidas pelas limitações judiciais foi sua visita a Goiânia, onde teria encontros com o governador Ronaldo Caiado (União Brasil) para debater alianças que fortaleceriam o campo conservador no cenário nacional. O objetivo do PL é claro: consolidar força no Senado, com foco em pautas sensíveis ligadas ao Judiciário, principalmente ao STF.


Esse cenário não é inédito. Em outra ocasião, Bolsonaro chegou a ser proibido de manter contato com o presidente do PL, Valdemar Costa Neto — decisão posteriormente revertida. A atual leva de restrições, porém, reacende os desafios do partido, que agora precisará rever seus planos e reorganizar sua atuação de forma a contornar os limites impostos pelo Judiciário.


A ausência de Bolsonaro em manifestações de rua e entrevistas públicas compromete diretamente a mobilização da base conservadora, que historicamente se orienta pela sua presença ativa e liderança clara. Diante desse novo quadro, parlamentares e dirigentes do PL se reuniram em Brasília, na Câmara dos Deputados, com o objetivo de redesenhar a estratégia da sigla, considerando as imposições jurídico-políticas que recaem sobre o ex-presidente.


Enquanto o ministro Alexandre de Moraes intensifica o cerco, a direita busca saídas. Mas para muitos conservadores, as medidas são vistas como uma tentativa velada de silenciar uma liderança popular, enfraquecendo a oposição e desestabilizando o processo democrático às vésperas de uma eleição decisiva.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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