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De forma anônima, policiais denunciam péssima alimentação no circuito do Carnaval de Salvador 2026 e ironizam: “Novo recheio”

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 9 horas
  • 2 min de leitura

Relatos apontam que uma barata foi encontrada em um pacote de pão distribuído a agentes da Polícia Militar da Bahia; caso reacende críticas sobre condições de trabalho e alimentação durante a folia.



Policiais militares que atuam no circuito do Carnaval de Salvador 2026 denunciaram, de forma anônima, a qualidade da alimentação fornecida durante a operação da festa. Segundo relatos, foi encontrada uma barata dentro de um pacote de pão que integrava o kit distribuído aos agentes.


O episódio gerou indignação entre integrantes da tropa, que ironizaram a situação chamando o caso de “novo recheio”. Além do ocorrido, os policiais afirmam que as refeições são consideradas insuficientes para enfrentar jornadas prolongadas de trabalho, sob sol e chuva, durante os dias de folia, e relatam que o valor das diárias também é motivo frequente de reclamação.


A discussão sobre as condições de alimentação e trabalho dos policiais durante grandes eventos não é recente. Desde 2023, o deputado estadual Dr. Diego Castro (PL/BA) vem realizando fiscalizações nos circuitos e cobrando melhorias. Em 27 de março daquele ano, durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia, o parlamentar criticou a alimentação oferecida a militares baianos durante o Carnaval, apelidando-a, à época, de “Kit Lula”. Na ocasião, ele defendeu a aprovação de um Projeto de Lei, de sua autoria, para estabelecer um piso específico para atuação em eventos e um cardápio mais adequado aos profissionais da segurança pública.


Durante o discurso, o deputado afirmou que as refeições distribuídas eram compostas por itens simples, como pão com queijo, pão com salame e suco industrializado, e argumentou que esse tipo de alimentação não seria compatível com a intensidade da atividade exercida pelos agentes. Também destacou a necessidade de melhorias salariais e no adicional de periculosidade, afirmando que a cobrança por melhores condições não deveria ser interpretada como oposição automática ao governo, mas como uma pauta ligada à valorização profissional.


Nova fiscalização em 2026



Neste ano, durante o Carnaval, Diego Castro (PL/BA) voltou aos circuitos para realizar mais uma fiscalização das condições de trabalho da tropa. Presidente da Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, ele afirmou ter conversado com diversos policiais, que relataram insatisfação principalmente com as refeições distribuídas e com o valor das diárias.


Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar exibiu o kit de alimentação fornecido e questionou a estrutura oferecida pelo governo estadual, comandado por Jerônimo Rodrigues (PT/BA). Segundo o deputado, a alimentação não seria suficiente para sustentar um dia inteiro de trabalho em condições adversas, como exposição prolongada ao sol, à chuva e a situações de risco.


O parlamentar também cobrou maior valorização da tropa e informou que pretende encaminhar aos órgãos competentes as demandas recolhidas durante a fiscalização, com o objetivo de cobrar providências do Executivo estadual.


A denúncia e as críticas reforçam o debate sobre as condições estruturais oferecidas às forças de segurança em grandes eventos, tema que envolve logística, saúde ocupacional, remuneração e qualidade da alimentação destinada aos profissionais responsáveis pela segurança da população durante o Carnaval.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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