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Criança com ferimento no dedo enfrenta divergência em diagnósticos e falta de atedimento na Bahia

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • 19 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

Família expõe negligência após laudos médicos contraditórios em Itabuna e Vitória da Conquista.



Sara, de 35 anos, denunciou nesta semana a falta de assistência adequada ao seu filho, Ian, de 2 anos e 7 meses, que sofreu um ferimento no dedo da mão esquerda. O acidente ocorreu na última sexta-feira (15/08).


O caso começou em Itabuna, onde, segundo Sara, o Hospital Novaes emitiu um laudo apontando fratura na falange distal do terceiro dedo, com irregularidade e aumento das partes moles.


Diante do diagnóstico, a criança foi transferida para Vitória da Conquista (VCO), regulada pelo Estado da Bahia, para avaliação especializada. No entanto, ao chegar na unidade em Conquista, o relatório médico local apontou ausência de fratura ou fissura, contrariando o primeiro exame. Apesar disso, a família afirma que a criança não recebeu o devido atendimento.

“Meu filho estava com uma ferida aberta, e mesmo assim não limparam o dedo, não medicaram, não suturaram. Nada foi feito. O risco de infecção era enorme”, desabafou Sara.

Questionamentos sem resposta


De acordo com a denúncia, algumas perguntas seguem sem explicação:

• Por que o hospital em Itabuna não realizou a sutura do dedo, mesmo estando dentro do prazo de seis horas para o procedimento?

• Por que, em Vitória da Conquista, regulada pelo Estado, a criança não foi avaliada por um ortopedista?

• Por que não foi feita sequer a limpeza e a medicação do ferimento, diante de uma lesão exposta?



Revolta com o sistema de saúde


Sara acusa os hospitais de negligência e afirma que muitos pacientes só recebem atenção quando familiares “surtam” diante da demora.


“Parece que esperam a mãe perder a cabeça para depois culparem a família, dizendo que não houve atendimento porque alguém “se alterou” no plantão. É revoltante”, afirmou.

Ela também relata que tentou acionar a imprensa local, mas não obteve espaço para sua denúncia.

“Os jornais não noticiam esse tipo de caso porque são pagos para passar pano para o Estado. Mostram o que não existe, enquanto a saúde da Bahia vai ladeira abaixo. É um sistema repleto de mentiras, roubos e descaso”, disse.

Situação da saúde na Bahia


Casos como o de Ian expõem a fragilidade do atendimento público de saúde no interior da Bahia. Denúncias sobre falta de profissionais, divergências médicas e ausência de cuidado básico são recorrentes em diferentes cidades, deixando famílias desamparadas diante de situações de emergência.

“É muito triste ver que até com as crianças falta empatia. A saúde pública perdeu o valor humano. O que resta é a indignação”, concluiu Sara.

Compromisso com a verdade


Enquanto parte da imprensa prefere silenciar ou maquiar situações como esta, o Boletim Baiano reafirma sua disposição em publicar matérias que expõem a realidade da saúde pública e da sociedade baiana, sem medo de contrariar partidos ou interesses políticos. O jornal se coloca ao lado da população, dando voz às famílias que enfrentam diariamente o descaso e a negligência no sistema de saúde.


 
 
 

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