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Polícia Federal aponta suspeita de corrupção passiva contra ministro Dias Toffoli em investigação do Banco Master

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

Agentes da Polícia Federal (PF) identificaram indícios de que o ministro Dias Toffoli, atualmente no Supremo Tribunal Federal (STF), pode ter praticado o crime de corrupção passiva no contexto da investigação sobre as fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master e seus desdobramentos. 


O caso ganhou novo capítulo após a PF obter informações em material apreendido durante a investigação que citam o nome do ministro. A partir desses elementos, os investigadores planejam solicitar ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a quebra do sigilo de um fundo de investimento ligado a familiares de Toffoli, o chamado fundo Marídite, com o objetivo de verificar a origem e o destino de movimentações financeiras suspeitas. 


Segundo relatos da imprensa, o pedido está sendo preparado com base em um relatório de cerca de 200 páginas entregue ao STF, que inclui conversas interceptadas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, onde aparecem menções que requerem aprofundamento das apurações. 


Apesar dessas suspeitas, Toffoli não é formalmente investigado como alvo no processo, ao menos por enquanto. A legislação e a prerrogativa de foro privilegiado exigem que qualquer medida cautelar seja autorizada pelo próprio Supremo. 


Mudança de relatoria e próximos passos


Em reação à crescente pressão pública e às insinuações de conflito de interesses, Toffoli decidiu deixar a relatoria do processo principal sobre o Banco Master, que agora está sob responsabilidade do ministro André Mendonça.


Com a nova relatoria, houve movimentação para reduzir o sigilo das provas e ampliar o acesso da Polícia Federal às evidências já coletadas, o que pode agilizar a investigação. 


Posição do ministro


Em resposta às informações divulgadas, o gabinete de Toffoli negou a prática de qualquer irregularidade relacionada às suspeitas levantadas pela PF. O ministro afirmou que sua atuação jurídica foi sempre dentro da legalidade e que qualquer questionamento será esclarecido no âmbito apropriado. 


 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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