PF faz operação na Bahia para recuperar valores desviados nas compras de respiradores na pandemia da Covid-19
- Boletim Baiano
- 3 de ago. de 2024
- 2 min de leitura
Além da Bahia, mandados também foram cumpridos nos estados do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.
Ministro da Casa Civil, Rui Costa, foi citado em delação de empresária envolvida no caso.

Divulgação/Policia Federal
A Polícia Federal (PF) iniciou na quinta-feira, 1º de agosto, a segunda fase da Operação Cianose, com o objetivo de recuperar os valores desviados na compra de respiradores pelo Consórcio Nordeste durante a pandemia de covid-19.
No total, foram cumpridos 34 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de sequestro de bens, expedidos pela Justiça Federal da Bahia, nos estados da Bahia, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Os crimes investigados incluem irregularidades em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e formação de organização criminosa.
A Polícia Federal encontrou indícios de envolvimento do um ministro na aquisição dos respiradores.
O ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa (PT), foi mencionado em uma delação premiada durante a investigação da Polícia Federal.
A investigação revelou informações que ligam o ministro a contratos irregulares no valor de R$ 48 milhões para a compra de respiradores durante a pandemia. Rui Costa foi governador da Bahia de 2015 a 2022. O contrato para a aquisição de 300 respiradores importados da China foi assinado em abril de 2020, no início da pandemia de covid-19. Embora pagos antecipadamente, os equipamentos nunca foram entregues. Os respiradores seriam destinados aos estados que faziam parte do Consórcio Nordeste, presidido por Rui Costa na época.
A empresária Cristiana Prestes Taddeo, da Hempcare, que estava envolvida na transação, já devolveu R$ 10 milhões aos cofres públicos. Ela firmou um acordo de delação premiada em 2022 com a então vice-procuradora-geral da República, Lindôra Araújo.

Ao mencionar o ministro do governo Lula, ela forneceu à Polícia Federal extratos bancários das transferências de dinheiro relacionadas à compra dos equipamentos hospitalares. Costa nega as acusações.
Um ex-secretário de governo também mencionou o nome do político em seu depoimento à polícia, afirmando que realizou a transação sob ordens do ex-governador. O caso está sendo julgado pela Justiça Federal da Bahia e já está em fase final.
Cristiana Taddeo afirmou em seu depoimento que os termos do contrato foram desfavoráveis ao governo da Bahia e que sua empresa nem sequer apresentou a documentação necessária para o processo de compra. Ela também alegou ter tido acesso a "informações privilegiadas" para formular sua proposta de preço ao governo.





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