Pesquisa mostra maioria dos brasileiros considera desfile em homenagem a Lula como campanha antecipada
- Boletim Baiano
- há 13 horas
- 2 min de leitura
Um levantamento da Real Time Big Data, divulgado nesta sexta-feira (20), indica que 62% dos entrevistados acreditam que o desfile da Acadêmicos de Niterói, que prestou homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), foi caracterizado como propaganda eleitoral antecipada.

A apresentação ocorreu no último fim de semana no Rio de Janeiro, e a escola acabou rebaixada.
Outro percentual, de 38%, discorda da ideia de que houve propaganda antecipada. Durante o desfile, foi abordada a trajetória política do petista, desde Garanhuns até o Palácio do Planalto, gerando forte repercussão tanto entre governistas quanto na oposição.
Baixa mobilização e reações negativas
O cientista político Bruno Soller, da Real Time Big Data, declarou à Revista Crusoé que “a baixa audiência e a confusão gerada pelo desfile pró-Lula não apenas falharam em engajar a militância, mas também geraram um sentimento mais negativo do que positivo. O risco maior, reconhecido por 62% da população, é que a ideia de antecipação da campanha possa representar um problema jurídico para sua candidatura”.
A pesquisa ouviu 1.200 pessoas entre os dias 18 e 19 de fevereiro, em todas as regiões do Brasil. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Além disso, o levantamento mediu o impacto emocional do desfile e apontou baixa mobilização positiva. Para 30% dos entrevistados, o sentimento predominante foi de raiva; 23% relataram admiração; e 47% afirmaram ter reagido com indiferença.
Antes da apresentação, partidos e parlamentares da oposição recorreram ao Tribunal de Contas da União (TCU) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar impedir o desfile, alegando que o evento configuraria promoção eleitoral irregular.
Embora o TSE tenha decidido não suspender a apresentação de forma preventiva — sob o argumento de que a medida poderia ser interpretada como censura — a Corte manteve o caso aberto para análise posterior e demonstrou preocupação com possíveis excessos, ressaltando que a decisão não representava autorização irrestrita ao evento.
Em meio à polêmica, a primeira-dama Janja da Silva optou por não participar do desfile no último carro alegórico, decisão vista como uma tentativa de reduzir o desgaste político diante das críticas.
A escola de samba também recebeu críticas após ironizar famílias conservadoras brasileiras, representando-as como uma lata de conserva na última ala do desfile. Entidades católicas e evangélicas manifestaram reprovação, enquanto políticos de direita se mobilizaram nas redes sociais, publicando imagens de suas famílias em rótulos de latas de conserva.





Comentários