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Nikolas Ferreira anuncia representação no MPRJ por intolerância religiosa em desfile da Acadêmicos de Niterói

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 1 dia
  • 2 min de leitura

Deputado afirma que ala do desfile na Marquês de Sapucaí ridicularizou cristãos e pede apuração dos fatos.



O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) informou, nesta quarta-feira (18), que irá protocolar uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o presidente da escola de samba Acadêmicos de Niterói, Wallace Palhares. A medida ocorre após o parlamentar classificar como intolerância religiosa uma ala apresentada pela agremiação durante o desfile na Marquês de Sapucaí.


A polêmica envolve uma encenação que retratou os chamados “neoconservadores em conserva”, representados dentro de latas. Segundo a justificativa oficial da escola, a ala simbolizaria grupos que se posicionam de forma contrária às pautas defendidas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).


Em nota enviada à imprensa, Nikolas afirmou que a representação ridicularizou cristãos, ao retratá-los como algo descartável. Para ele, a apresentação ultrapassou os limites da crítica política e adentrou o campo do preconceito religioso.


“O episódio extrapolou a liberdade artística e ingressou no terreno perigoso da intolerância religiosa. A própria OAB-RJ reconheceu o caso como preconceito. A Constituição garante a liberdade de crença, e a Lei 7.716/89 pune atos discriminatórios por motivo de religião. Por isso, protocolarei uma representação no Ministério Público do Rio de Janeiro, para que os fatos sejam apurados com o rigor da lei. Carnaval é cultura. Fé é direito fundamental. Intolerância religiosa é crime”, declarou o parlamentar.


De acordo com a assessoria de Nikolas Ferreira, a representação será formalizada nesta quinta-feira (19).


Repercussão


A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rio de Janeiro (OAB-RJ) também se manifestou, na terça-feira (17), repudiando o episódio, classificado pela entidade como intolerância religiosa. O caso ganhou repercussão nacional e passou a integrar a pauta da oposição ao governo federal.


Além disso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) foi acionada por parlamentares, que alegam ter ocorrido ridicularização pública de um grupo religioso em uma apresentação transmitida em rede nacional e internacional. Para os críticos, a encenação ultrapassou o limite da manifestação artística e pode configurar crime.


 
 
 

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