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Mortos passam de 250 após terremoto histórico na Colômbia; equipes seguem buscas por sobreviventes

  • Foto do escritor: Boletim Baiano
    Boletim Baiano
  • há 14 horas
  • 2 min de leitura

Abalo de magnitude 7,4 devastou a região cafeeira do país, provocou o colapso de edifícios, interrompeu serviços essenciais e mobilizou ajuda internacional.



As equipes de resgate seguem mobilizadas nesta terça-feira (11) na Colômbia em uma corrida contra o tempo para localizar sobreviventes sob os escombros deixados pelo terremoto de magnitude 7,4 que atingiu o oeste do país. O desastre, considerado um dos mais graves das últimas décadas, já deixou ao menos 254 mortos e centenas de feridos, segundo as autoridades colombianas.


As cidades de Pereira e Cali estão entre as mais atingidas. Pereira contabiliza 101 mortes, enquanto Cali registra 95 vítimas fatais. Outros óbitos foram confirmados em diferentes municípios da região cafeeira, onde o tremor provocou destruição em larga escala.


O abalo sísmico comprometeu milhares de imóveis, entre residências, prédios comerciais, escolas, hospitais e igrejas. De acordo com estimativas da Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de cinco mil moradias sofreram danos totais ou parciais, deixando milhares de famílias desabrigadas.


Além da destruição estrutural, o terremoto provocou interrupções no abastecimento de água, energia elétrica, telefonia e serviços de saúde em diversas localidades. Seis aeroportos tiveram as operações suspensas por questões de segurança, dificultando o deslocamento de equipes e o envio de ajuda humanitária.


Durante toda a madrugada, bombeiros, policiais, militares e voluntários trabalharam de forma ininterrupta utilizando escavadeiras, equipamentos de detecção e, em muitos casos, as próprias mãos para remover destroços na tentativa de encontrar pessoas com vida.


Em Cali, um dos cenários mais críticos foi registrado em um hospital onde parte da estrutura desabou. Setores destinados ao atendimento pediátrico ficaram destruídos, pacientes precisaram ser retirados às pressas e centenas de atendimentos passaram a ser realizados em estruturas improvisadas do lado de fora da unidade.


Moradores também participam dos trabalhos de resgate. Voluntários relatam que ainda há pessoas desaparecidas sob edifícios que desabaram completamente, aumentando a expectativa por novos resgates, apesar da redução das chances com o passar das horas.


Na cidade de Pereira, bairros inteiros foram reduzidos a montes de concreto e ferragens. Imagens registradas por moradores mostram o momento em que prédios balançam violentamente durante o tremor e parte da estrutura do aeroporto local desaba, obrigando passageiros a buscar abrigo.


As autoridades também reforçaram o policiamento em algumas cidades após registros de tentativas de saque em áreas afetadas. Em Cali e Pereira, foi decretado toque de recolher para preservar a ordem pública e garantir segurança às operações de emergência.


Diante da dimensão da tragédia, a comunidade internacional iniciou o envio de ajuda humanitária. Os Estados Unidos anunciaram um pacote emergencial de US$ 15,5 milhões para apoiar as ações de socorro, enquanto o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) disponibilizou US$ 50 milhões destinados à reconstrução da infraestrutura destruída.


O governo colombiano informou que a prioridade permanece concentrada no resgate de sobreviventes, atendimento aos feridos e assistência às famílias desalojadas. Paralelamente, equipes técnicas iniciaram avaliações estruturais para identificar edificações com risco de desabamento.


Especialistas classificam o terremoto como o mais severo registrado na Colômbia em décadas e comparam seus impactos ao desastre que atingiu a região cafeeira em 1999, quando mais de mil pessoas morreram. Enquanto as buscas continuam, o número de vítimas ainda pode aumentar à medida que novas áreas sejam alcançadas pelas equipes de resgate.

 
 
 

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Apresentado por Roberto Rodrigues

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