Endividamento cresce no Brasil e tende a influenciar voto nas eleições de 2026
- Boletim Baiano
- há 8 horas
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Uma nova pesquisa do Instituto Ideia indica que a situação financeira das famílias brasileiras deve ter peso relevante nas eleições presidenciais de 2026. O levantamento mostra que 40% dos eleitores afirmam estar mais endividados hoje do que há um ano, enquanto 42% dizem que a situação permaneceu igual e apenas 13% relatam melhora.
Ao mesmo tempo, a percepção sobre o custo de vida também se deteriorou. Para 70,4% da população, viver ficou mais caro — sendo que 30% apontam aumento significativo e 40,4% dizem que a alta foi moderada. Em contrapartida, uma pequena parcela, de 5,2%, acredita que o custo de vida diminuiu.
Esse cenário econômico já aparece diretamente ligado ao comportamento eleitoral. Segundo a pesquisa, 38% dos entrevistados consideram o custo de vida e o nível de endividamento como fatores muito importantes na hora de escolher o próximo presidente. Outros 36,7% também atribuem relevância ao tema, ainda que de forma menos decisiva. Na prática, a ampla maioria dos eleitores leva em conta a própria realidade financeira ao definir seu voto.
Os dados sugerem uma mudança no foco do debate público, com maior atenção a questões do dia a dia, como renda, preços e capacidade de pagamento. De acordo com a CEO do instituto, Cila Schulman, o fenômeno reflete a influência direta das finanças pessoais no cenário político, reduzindo o espaço para discursos mais genéricos e ampliando a cobrança por propostas concretas na área econômica.
Com isso, o ambiente eleitoral tende a ser marcado por discussões mais centradas no impacto do custo de vida sobre a população, em um contexto em que a experiência individual do eleitor ganha protagonismo nas decisões políticas.





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